De mim e dos outros | Nati Vicentini

Hoje, mesmo com a dor da saudade que vocês aqui já bem conhecem, eu quero agradecer pelas pessoas de bem na minha vida. Pelos meus amigos, por aqueles que conseguem me fazer não apenas sorrir… mas aos que conseguem me fazer GARGALHAR de verdade em meio à tanta confusão, cicatrizes e rachaduras enormes e assustadoras.

Quero agradecer aos que não tiveram medo de expôr seus medos mesmo depois que fiquei de cara com o meu maior medo. Me conta de você… eu ainda continuo tão ‘ombro amigo’ e ouvinte. Na verdade até mais… muito mais. Sou até “serena” hoje em dia, cê acredita? Logo eu, sagitariana à flor da pele, acostumada a ser impulsiva, birrenta, teimosa, durona. Ihhh… não tem mais nada disso aqui dentro, não. É só uma LUZ muito forte mesmo que ilumina esse corpo e me dá uma suavidade bonita pra dividir com o mundo.

Aos que me querem bem, saibam: os quero muito bem também!

Vejo quem se esforça pra me tirar do fundo da cama, da lama, de dentro das calças do pijama, de debaixo do cobertor, de dentro do quarto, de dentro das minhas tristezas e indagações. Tem quem me tira da comodidade, da rotina, estende a mão, empurra o balanço, o barco, me joga a corda e segura firme quando vê que sozinha eu não vou saber voltar.

Tem sempre alguém do bem pra me apontar a direção, me entregar a bússola, me mostrar o horizonte, me fazer querer ver a vida. Agradeço aos que me mostram que tenho mais é que ‘seguir meu rumo’ com alegria no rosto, porque sempre que eu olhar para os lados, aquela mão firme e sorriso confiante não vão me desapontar.

Obrigada aos que ultrapassam todos os dias suas próprias barreiras pra falar comigo não só de futilidades, mas aos que me permitem ser exatamente quem eu sou e sentir exatamente o que estou sentindo naquele momento. É raro. É difícil querer compreender alguém assim. Fora da festa, da música e da bebida. Mas eu vejo a verdade nos olhos de vocês, e agradeço.

Eu agradeço quem dura até depois da noite. Quem acorda e dá uma ideia de almoço. Quem convida pro cinema, quem chama pra comer a janta que sobrou, pra assistir um DVD ou quem manda foto da lista dos filmes que estão passando no Netflix junto com uma panela de brigadeiro quentinho. Me diz, Papai do Céu: tem como ser mais abençoada do que isso?

Não posso nunca então, deixar de agradecer esses seres de luz que insistem em me acompanhar e me resgatar do escuro quando meu pânico tá quase no pico. Por entenderem que a porta nunca pode estar totalmente fechada e que a luz do corredor, obviamente, tem que ficar acesa durante a noite; e a porta trancada. OBRIGADA por conhecerem minhas manias e, mesmo assim, continuarem me amando. Vocês me fazem falar cada dia menos da dor, me fazem piscar rápido pra lágrima não rolar quente e gorda e logo me distraem com piadas sem graça e vídeos do youtube. Vocês pegam aqueles meus surtos dos quais nunca participaram (porque meu jeito é assim e talvez eu nunca permita) e dão todos os indícios de que, se isso acontecer, SIM, vocês ainda estarão lá por mim. COMIGO.

Obrigada, Papai do Céu, por permitir que eu possa dividir esse amor que agora vive em mim sem tamanho, com aqueles que me querem bem. Com o coração em paz e a alma leve.

Que eu me espalhe de um jeito amoroso cada dia mais e mais…

Amém.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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