Um pouco do seu coração

Tanta gente bagunçando a vida de tanta gente. E o que eu peço é quase nada… Me dá um cantinho no meio dessa sala colorida pra eu chamar de ‘meu’. Me deixa jogar um puff bem aqui. No meio do nada. Pra eu empilhar meus livros. Não precisa de conjunto de sofá nem de mesinha de centro, não… Se quiser vir, só avisa o dia e a hora pra eu não me assustar com a sua chegada e trás um pouco do seu coração. Trás sua coleção de livros também, se quiser… A gente pode misturar com os meus. A gente pode pintar a parede de amarelo vivo. Só não esquece de trazer a coleção inteira de ‘Brumas de Avalon’, tá? Eu adoro aquela Morgana. Dá um orgulho danado de ser mulher!

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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Um dia cinza..

Hoje eu entendi o que Caios e Clarissas querem dizer com `um dia cinza`. Pois é. Hoje essa cor define bem o meu dia desde que abri os olhos até agora, que estou escrevendo esse texto. Dia cinza é chato, é sem graça, falta o rosa, o azul, o amarelo – ah, o amarelo… lindo do sol! – As pessoas também estavam meio cinzentas, o céu então… nem se fala! É uma coisa meio tipo lei daatração, sabe? A gente acha que não, mas funciona bem!!

Mesmo que o cinza tenha predominado na maior parte do dia em seus diversos tons, alguém colorido sempre aparece pra te mostrar que a sua tempestade é, na verdade, um copo de água e que dias cinzas acontecem sim, as vezes com mais ou menos frequência… mas nem por isso devem influenciar no modo como vamos enxergá-lo amanhã.

Hoje foi cinza, amanhã será um arco-íris.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

De mim e dos outros | Nati Vicentini

A vida é mesmo engraçada… Logo eu que nunca me contentei nem com o menor pedaço do bolo, agora tô aqui: comemorando cada migalha que você me joga. Batendo palma pro jeito que você me diminui. Sorrindo para as patadas que você me dá o tempo todo gratuitamente.

Seria triste se não fosse tão patético… É bom conseguir olhar de fora por alguns segundos, depois de se decepcionar de verdade pelamilésima vez, e começar a trocar toda aquela paciência que havia guardado pra você, pela indiferença fria e pesada que eu utilizo pra me proteger da sua falta de sensibilidade.

Já se passaram mais de 365 dias e cansa de verdade tentar continuar sendo a sua menina no meu mundo imaginado.

Eu não vou sentir saudade dos seus olhos castanhos. Eles me doem. E não é mais daquela maneira bonita. Eu quero distância da sua instabilidade e do seu jeito volátil de brincar de construir mundos e vidas inteiras só pra divertir o seu ego.

Eu também não vou mais tentar te defender achando mil motivos para justificar suas ações: elas foram maldosas. Impensadas. Simples assim.

Cansei de passar a mão na sua cabeça (e na minha) pra não te amar menos, pra não te admirar menos, pra não te imaginar menos lado a lado comigo pelo resto da vida. Não faz sentido algum me convencer de algo que me transforma no pior de mim e realça algo em você que eu nem sabia que existia.

Algumas pessoas são capazes de se doar e se doer até o final. Eu sou dessas e sim, tenho um orgulho do caralho de ser bem assim como sou. Intensa. REAL. VERDADEIRA. Cúmplice e confiável. Então assim… Quando eu olhar nos seus olhos e falar: “pode vir, se entrega, eu amo você.”, pode confiar. E esses seres humanos são cada vez mais raros hoje em dia.

Aprenda a apanhar e a sair mais forte das batalhas. A vida segue assim: calejada e mais madura.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

De mim e dos outros | Nati Vicentini

Quando você precisou reconstruir o seu mundo, eu estava lá; Quando você não tinha onde guardar suas tralhas da mudança eu te ofereci a minha casa; -quando eu te vi assustado e pequeno diante da situação que parecia estar te engolindo, eu me fiz de forte, me redescobri e cuidei da sua dor.

Te ajudei a empacotar tudo – até mesmo as lembranças – te ajudei a escolher o faqueiro, os pratos, o conjunto de churrasco e as almofadas novas para a varanda. Fui e voltei milhares de vezes com você só para continuar completando seu mundo, e preenchendo o seu coração.

No momento mais crítico da sua vid, eu não te abandonei nem
por um segundo, nem por um momento te deixei remar sozinho.

Lembra?

E quando você olhou para o lado e viu seu mundo meio que pronto de novo, você conseguiu soltar as amarras que te prendiam a mim e fez o contrário: desconstruiu o meu. Me deixou no meio dos escombros, perdida, sozinha, sem saber por onde recomeçar.

É… essa coisa de se doar demais um dia vai acabar comigo.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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