ELA É TÃO INCRÍVEL, CARA.

Talvez ela não seja mesmo a mais certinha. Eu sei que ela fala demais, que não perdeu ainda aquela mania de te ligar no meio da madrugada quando bebe além da conta, que insiste em algumas coisas que já não fazem sentido, que mete os pés pelas mãos muito mais vezes do que deveria.

Mas ela é tão incrível, cara.

Ela é tão verdadeira, essa intensidade dela é tão genuína… não julga. Não culpa. Não precisa se afastar. Ela é a mulher mais engraçada que eu já conheci e todos os meus amigos gostam dela, isso é verdade. Mas ás vezes ela é atingida bem no meio do peito e acaba agindo como qualquer ser humano: ela erra.

Ela é incrível, mas não é uma heroína. Ela se refaz o tempo todo, logo depois de ser despedaçada, mas não é invencível. Ela respira fundo e engole o choro várias vezes na semana, mas também sofre com a dor da saudade. Ela também tem momentos de fraqueza, e isso não faz dela uma pessoa menos incrível.

Ela pode te assustar às vezes, pode falar muito alto quando está nervosa e pode ser a pessoa mais indiferente contigo quando o peito dela estiver queimando de decepção por alguma merda que tu fez, cara. Então não faz isso… você não vai querer a falta de atenção dela quando você sabe que ter ela por perto é a coisa mais gostosa desse mundo.

Então não deixa ela ir embora da tua vida assim. Não faz tanta merda, sério. Aprende a dar valor para quem te quer bem. Mantém perto, cara. Ela é incrível demais para você soltar ela no mundo desse jeito.

Tu lembras que o sorriso dela te fez acreditar que a Vida ainda é boa demais? Tu lembras que os olhos dela te preenchem quando tu acordas desanimado? Tu lembras que a risada dela te energiza? Então pronto, cara. Protege, cuida. Não faz merda. Sério.

Ela é do tipo de mulher que todo mundo quer ter por perto, então aproveita que ela é assim tão tua.

… porque mesmo você sendo tão errado e fazendo tudo do avesso… ela ainda cuida de você e quer te ver sorrindo.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

Acompanhe! Snapchat @CadeMeuBlush

O QUE DÓI.

Não me dói mais te ver por aí, sabe. Tudo bem te encontrar, te prestigiar, conversar contigo. Tudo bem.

Eu não sei lidar é com essa tua ausência na minha vida. É isso que ainda corta aqui dentro. O espaço que fica quando eu chego, você vai, e um abismo enorme divide nossos mundos que lutaram tanto para ser um só.

É isso que dói.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

NÃO SEI MAIS QUEM VOCÊ É

Então… nem tudo deu errado. Mas algumas coisas saíram diferente do combinado, confesso.

A sua imagem é absolutamente borrada na minha cabeça de uns tempos pra cá. Eu jamais te reconheceria novamente e te daria aquele voto de confiança que você conquistou com tanta facilidade em uma sexta-feira à tarde.

Mas é bom te ver tomando as rédeas da própria vida e cagando para o que os outros vão pensar, é bom te ver tão fora da bolha, tão diferente, parecendo tão confiante de si mesmo com uma long neck nas mãos, mesmo que eu saiba que a cabeça tá cheia de paranoias.

Agora você anda por aí com aqueles looks que antes achava estranho e só começou a amarrar a camisa xadrez na cintura e a tirar a botinha caramelo do armário porque eu te convenci que era legal; E mesmo que eu te veja por aí com as roupas que eu comprei pensando em como ficariam lindas em você, eu nunca mais vou te reconhecer de novo nessa vida. Porque você, pra mim, sempre foi exemplo a ser seguido e agora é confuso te classificar.

Eu confesso que você conseguiu se camuflar bem demais: de mim, da vida, de quem você era, de quem eu amei. Se essa era a sua intenção, você foi bem sucedido: eu não sei mais falar de você para os outros, eu não sei mais lembrar de você com o coração cheio de carinho e aquele sorriso no rosto.

Eu não sei mais quem você é.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

CORAÇÃO REMENDADO.

Eu acho curioso que o que falta nela é justamente aquilo que eu não posso dar. Como poderia eu conseguir consertar um coração todo remendado?

Alguém veio e a dilacerou de todas as maneiras – isso eu posso perceber – e mesmo que eu me aproxime devagar, que eu cuide com as minhas palavras e que eu diga através de sinais o quanto eu a quero bem… é bem capaz que ela se afaste.

Tem medo naqueles olhos verdes… e uma tristeza que poucas vezes presenciei em um rosto assim: tão bonito. Ela não parece ser aquela que vai confiar de novo alguma vez em sua vida.

Não em homens, pelo menos.

Mas, posso estar errado – tomara -.

Ela me olha com tanto carinho, ela é tão honesta comigo, ela faz os dias serem tão leves… mas, sinceramente, eu não sei se eu tenho o que é preciso para preencher esse buraco e curar essas cicatrizes.

Tomara.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

123456789
123456789
123... 9