De mim e dos outros | Nati Vicentini

A vida é mesmo engraçada… Logo eu que nunca me contentei nem com o menor pedaço do bolo, agora tô aqui: comemorando cada migalha que você me joga. Batendo palma pro jeito que você me diminui. Sorrindo para as patadas que você me dá o tempo todo gratuitamente.

Seria triste se não fosse tão patético… É bom conseguir olhar de fora por alguns segundos, depois de se decepcionar de verdade pelamilésima vez, e começar a trocar toda aquela paciência que havia guardado pra você, pela indiferença fria e pesada que eu utilizo pra me proteger da sua falta de sensibilidade.

Já se passaram mais de 365 dias e cansa de verdade tentar continuar sendo a sua menina no meu mundo imaginado.

Eu não vou sentir saudade dos seus olhos castanhos. Eles me doem. E não é mais daquela maneira bonita. Eu quero distância da sua instabilidade e do seu jeito volátil de brincar de construir mundos e vidas inteiras só pra divertir o seu ego.

Eu também não vou mais tentar te defender achando mil motivos para justificar suas ações: elas foram maldosas. Impensadas. Simples assim.

Cansei de passar a mão na sua cabeça (e na minha) pra não te amar menos, pra não te admirar menos, pra não te imaginar menos lado a lado comigo pelo resto da vida. Não faz sentido algum me convencer de algo que me transforma no pior de mim e realça algo em você que eu nem sabia que existia.

Algumas pessoas são capazes de se doar e se doer até o final. Eu sou dessas e sim, tenho um orgulho do caralho de ser bem assim como sou. Intensa. REAL. VERDADEIRA. Cúmplice e confiável. Então assim… Quando eu olhar nos seus olhos e falar: “pode vir, se entrega, eu amo você.”, pode confiar. E esses seres humanos são cada vez mais raros hoje em dia.

Aprenda a apanhar e a sair mais forte das batalhas. A vida segue assim: calejada e mais madura.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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