De mim e dos outros | Nati Vicentini

Por muitos anos eu coloquei a minha felicidade nas mãos dos outros. Acho que durante a minha vida inteira, na verdade. Sempre achei que meu próximo amor me salvaria dos abismos do meu peito, que fulano me faria dormir bem de novo, que ciclano teria a chave mágica pra colocar tudo no lugar e me fazer feliz.

Gente, que doidera.

Hoje, depois de umas tantas pauladas, a gente entende que: não deu certo porque nunca esteve nas mãos dos outros. Nunca esteve nas mãos de ninguém além das minhas próprias. Como pedir que alguém arrume minha bagunça se até eu tenho medo de olhar pra mim, me encarar e me modificar? Que preguiça é essa de admitir pra si mesma que é SIM responsável pela própria vida, pelas próprias escolhas e, claro, pelas consequências que tudo isso acarreta.

É claro que enquanto continuarmos colocando expectativa em cima de outras pessoas para que preencham buracos que são somente nossos, vamos continuar quebrando a cara, meu povo. E tem como ser diferente? Tá todo mundo perdido aí igualzinho a mim e a você. Ninguém sabe nem o que fazer com a própria vida, imagina ter que ser responsável por cuidar da tua? Por curar tuas feridas? Impossível, né, baby.

Quando a gente entende de uma vez por todas que nosso exterior é só o reflexo do que a gente pensa e do que nos permitimos sentir, a gente tá no controle da situação, meus amores. Não tem mais gente escrota te fazendo de “gato e sapato”, não tem não saber dizer “NÃO” quando algo te incomoda, não tem mais MIMIMI, sabe?

Tá nas tuas mãos. E agora? Vai dar o teu melhor ou vai me decepcionar colocando a culpa dos teus fracassos e das tuas dores no “outro” pro resto da vida?

“Tô de olho, hein… confio em ti, garota!”

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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