NUNCA SERIA.

Talvez um dia você perceba que eu ter virado seu mundo de cabeça para baixo jamais foi um erro: foi um presente. Poucas pessoas conseguem chegar tão perto de quem eu verdadeiramente sou, mas o esforço quase sempre vale à pena.

Talvez em um futuro bem próximo, você perceba que não foi um erro se apaixonar por mim. Que nunca seria. Que se apaixonar por mim foi a coisa mais bonita que te aconteceu nos últimos anos e que jamais seria possível se culpar por isso, que ninguém te apontaria o dedo, que alguns talvez invejassem a sua capacidade de amar como um adolescente de novo. Mas seria só isso.

Talvez você passe o resto da vida se perguntando como seria “se”… Enquanto eu tenho A certeza no peito de “que seria incrível, porque seria a gente”. Talvez se você tivesse tido um pouco mais de paciência, teria compreendido de verdade aquela frase batida que: “não adianta tentar tirar da cabeça o que está dentro do coração”.

E aí, pudéssemos, quem sabe, finalmente, andar em barcos e dormir em redes. Ser felizes com a intensidade que todo ser humano merece: de verdade. De dentro para fora, nos olhos cheios d’água, nas mãos suadas, no peito, no coração acelerado, na respiração entrecortada, no cheiro, no tempo investido, nas horas de silêncio, no carinho que virou amor, na história que não aconteceu por ironia do destino.

Não, nosso amor não foi um erro. Nunca seria.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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