TOMARA

Eu acho curioso que o que falta nela é justamente aquilo que eu não posso dar. Como poderia eu conseguir consertar um coração todo remendado?
Alguém veio e a dilacerou de todas as maneiras – isso eu posso perceber – e mesmo que eu me aproxime devagar, que eu cuide com as minhas palavras e que eu diga através de sinais o quanto eu a quero bem… é bem capaz que ela se afaste.
Tem medo naqueles olhos verdes… e uma tristeza que poucas vezes presenciei em um rosto assim: tão bonito. Ela não parece ser aquela que vai confiar de novo alguma vez em sua vida.
Não em homens, pelo menos.
Mas, posso estar errado – tomara -.
Ela me olha com tanto carinho, ela é tão honesta comigo, ela faz os dias serem tão leves… mas, sinceramente, eu não sei se eu tenho o que é preciso para preencher esse buraco e curar essas cicatrizes. 

Tomara.

Natália Vicentini
Natália Vicentini
De mim e dos outros

Blumenauense, formada em Jornalismo e finalizando curso de Direito; usa as palavras quando transborda e não se cabe mais por dentro. Se não escrever, surta. Tenta ser uma pessoa cada vez melhor - nem sempre consegue -, mas, ainda assim, possui "aquela estranha mania de ter FÉ na VIDA". Compartilha suas ideias malucas e seus amores inacabados na página "De mim e dos Outros".

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